O que McChrystal, a Gen Z e deixar o estereótipo de lado fazem para te tornar um melhor gestor.
Você já ficou impressionado com o conhecimento de um Gen Z numa reunião? E foi consumido por uma lavagem prototipada de como esta geração se comporta? Isso é simplista e incorreto como postura inclusive humana!
𝐒𝐭𝐚𝐧𝐥𝐞𝐲 𝐌𝐜𝐂𝐡𝐫𝐲𝐬𝐭𝐚𝐥, general de quatro estrelas do exército americano, foi o primeiro a colocar em palavras. Em 2011, ele subiu ao palco com “Listen, Learn, Then Lead” carregando décadas de experiência e um histórico de decisões em situações extremas que formaram um líder metódico e rígido. À época, comandava forças militares dispersas em mais de 20 países.
Em seus relatos, o general descreve que liderar exigiu uma mudança de postura. Não bastava dar ordens. Era preciso abandonar julgamentos prévios, estar aberto ao que cada pessoa tinha a oferecer e construir confiança a partir daí. Foi assim que nasceu o Listen, Learn, Then Lead: ouvir, aprender e só então liderar.
No “Relatório de Tendências de Gestão de Pessoas 2025”, 7ª edição do Great Place To Work Brasil, realizada com mais de 2.000 respondentes, 76% dos gestores consideram a Gen Z o principal desafio de gestão de pessoas. Paralelamente, um levantamento do ResumeBuilder aponta que 37% dos recrutadores preferem contratar gerações mais velhas em detrimento de candidatos Gen Z.
No estudo “Diversidade Geracional nas Empresas: Mitos, Realidades e Caminhos para o Futuro”, a PwC Brasil ouviu gestores de RH e profissionais de 117 empresas brasileiras e chegou a uma conclusão direta: as percepções negativas sobre a Gen Z não têm respaldo em dados reais de desempenho. O que parece óbvio para muitos gestores, na prática, não se confirma.
A ideia de que jovens não querem se dedicar é infundada. Essa geração usa mais dados do que qualquer outra geração, 74% contra 61% das gerações anteriores, segundo estudo da Slingshot. E 76% já utiliza inteligência artificial no trabalho de forma estratégica e produtiva, segundo a EY em parceria com a Microsoft.
O problema não é o Gen Z. É o filtro pelo qual ele é visto antes de ter a chance de mostrar o que sabe.
É exatamente aqui que McChrystal fala com o mundo corporativo de 2026. Ouvir antes de concluir. Aprender antes de julgar. Organizações que constroem essa ponte entre gerações são 83% mais inovadoras, segundo a Deloitte. Junior e sênior não competem. Se complementam.
Antes da próxima reunião com um Gen Z, experimente o Listen, Learn, Then Lead. Pode ser a decisão mais inteligente que você toma como líder.
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